Otávio Portela

Forma Provisória

– Uma Ontologia do Atrito

Provisorische Form

– eine Ontologie der Reibung

Performance de Otávio Portela.

Performance von Otávio Portela.

Kiel, Alemanha. Em breve.
Kiel, demnächst.

A performance revela um corpo em permanente negociação entre resistência e adaptação — um corpo que cede sem desaparecer, que endurece sem se fechar.

Partindo da reflexão sobre como corpo e identidade não surgem como formas acabadas, mas como processos atravessados por forças externas, continuamente refeitos. Assim como a argila responde ao toque que a modela, o corpo responde às interferências sociais, afetivas e históricas que o atravessam.

Nunca concluído, sempre em devir, este corpo gira para existir — afirmando-se como forma provisória, sensível às forças que o moldam e às que insiste em resistir.

O que pode ser tensionado na relação entre o corpo, público e ambiente dentro da experiência que ativa percepção, presença e negociação coletiva?

Die Performance zeigt einen Körper im ständigen Spannungsfeld zwischen Widerstand und Anpassung – einen Körper, der nachgibt, ohne zu verschwinden, der sich verhärtet, ohne sich zu verschließen.

Ausgehend von der Überlegung, dass Körper und Identität nicht als fertige Formen entstehen, sondern als Prozesse, die von äußeren Kräften durchdrungen und ständig neu gestaltet werden. So wie Ton auf die Berührung reagiert, die ihn formt, reagiert auch der Körper auf die sozialen, affektiven und historischen Einflüsse, die ihn durchdringen.

Nie vollendet, immer im Werden begriffen, bewegt sich der Körper um zu existieren – sich in einer vorläufigen Form behauptend, empfänglich für die Kräfte, die ihn formen, und für jene, denen er sich beharrlich widersetzt.

Was lässt sich in der Beziehung zwischen Körper, Publikum und Umgebung im Rahmen einer Erfahrung hervorrufen, die Wahrnehmung, Präsenz und kollektive Aushandlung anregt?

Otávio Portela

Otávio Portela (36) nasceu em Salvador, Bahia, Brasil, e é dançarino, artista, coreógrafo e artista visual. Ele atualmente mora e trabalha em Berlim, Alemanha.

Seu trabalho inclui, entre outras coisas, a apresentação de obras de coreógrafos como Nacho Duato, Goyo Montero, Marco Goecke, Edouard Lock, Richard Siegal e Shahar Binyamini. Ele se apresentou com vários grupos de dança no Brasil e internacionalmente, bem como em vários festivais e locais em todo o mundo, incluindo o Chaillot Théâtre National de la Danse em Paris, França, juntamente com personalidades líderes da cena internacional da dança contemporânea.

Ele explora a poética do corpo negro na diáspora através de suas próprias experiências em trânsito, com um interesse na coreografia como um campo estendido de prática e relacionamento. Sua pesquisa entende o corpo como uma área sensível e política e examina como o movimento pode reorganizar percepções, espaços e modos de vida. Ele trabalha com coreografia, performance, vídeo e fotografia como plataformas discursivas para expor e questionar o mundo.

Otávio Portela (36) wurde in Salvador, Bahia, Brasilien, geboren und ist Tänzer, Choreograf und bildender Künstler. Er lebt und arbeitet derzeit in Berlin, Deutschland.

Seine Arbeit umfasst unter anderem die Aufführung von Werken von Choreografen wie Nacho Duato, Goyo Montero, Marco Goecke, Edouard Lock, Richard Siegal und Shahar Binyamini. Er trat mit verschiedenen Tanzgruppen in Brasilien und international sowie auf zahlreichen Festivals und Veranstaltungsorten weltweit auf, darunter das Chaillot Théâtre National de la Danse in Paris, Frankreich, zusammen mit führenden Persönlichkeiten der internationalen zeitgenössischen Tanzszene.

Er erforscht die Poetik des schwarzen Körpers in der Diaspora durch seine eigenen Erfahrungen auf der Durchreise, mit einem Interesse an Choreografie als erweitertem Praxis- und Beziehungsfeld. Seine Forschung versteht den Körper als sensibles und politisches Gebiet und untersucht, wie Bewegung Wahrnehmungen, Räume und Lebensweisen neu organisieren kann. Er arbeitet mit Choreografie, Performance, Video und Fotografie als diskursive Plattformen, um die Welt zu entlarven und zu hinterfragen.